Bank of Boston - multinacional Americana. (1 ano)
Industria Elétrica Brown Boveri S.A. - multinacional Suíça. (1 ano)
Conti-Óleos - Continental de Óleos Vegetais Ltda - multinacional Americana (6 anos)
Bayer do Brasil - Industria Química e Farmacêutica - multinacional Alemã (5 anos)
BCN - Banco de Credito Nacional S.A. - atualmente incorporado pelo Bradesco. (1 ano)
Prodesp - Cia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo. (quase 20 anos).
Na Prodesp trabalhei em 3 períodos.
1º período: Fui a funcionária registrada com o RE nº 1.088.
Meu cargo era o de Transcritora de Dados, ou seja, perfuradora de cartões nas máquinas IBM 029, 059 e 129.
Eu trabalhava em uma linha de produção e em horário considerado vespertino/noturno: Das 15h00 às 23h30. Esta empresa era localizada à Rua Pedro Vicente, Ponte Pequena (hoje chamada de Armênia) em São Paulo/Capital. Nem existia ainda a Prodesp de Taboão da Serra.
Tínhamos que viver perfurando cartões em imensa quantidade e com qualidade. Nos era exigido 20.000 toques por hora em 8 horas consecutivas de trabalho. Não tínhamos nenhuma folguinha para descanso e tínhamos 3 supervisoras que até controlavam nossas idas aos wcs.
Hoje a lei admite apenas 12.000 toques por hora, 6 horas de expediente e com intervalo de 10 minutos por hora, devido as consequencias que essa profissão traz aos trabalhadores. (LER - Lesão por Esforços Repetitivos).
Nossos cartões perfurados eram conferidos e não poderiam ultrapassar um percentual de erros. Qualquer dígito errado estragava um cartão. Ultrapassar esses limites era demissão na certa.
Eu tinha apenas 19 anos de idade e estava prestes a me casar e meu noivo não concordava muito com o horário desse meu emprego e eu também não gostava muito do horário de trabalho.
Havia muitas ofertas de empregos nessa época para esse tipo de trabalho e então pedi demissão e fui trabalhar em período diurno em uma multinacional de nome Brown Boveri, com o mesmo salário, período diurno, com direito a condução gratuíta, restaurante no local, etc...
Depois disso trabalhei em outras grandes empresas e fui evoluindo profissionalmente.
Estava eu trabalhando numa grande empresa, quando recebi um telegrama da Prodesp e isto foi em 1.986..
Mas eu não havia mandado curriculum algum para a Prodesp.
Nessa época era costumeiro os RH's das empresas trocarem informações sobre curriculuns entre empresas e foi o que aconteceu.
A Prodesp convidou-me a fazer parte do grupo de funcionários da empresa e demonstrou ter interesse no meu perfil profissional, mas para isso eu teria que passar por vários testes(básicos, raciocinio lógico, exame prático, entrevista técnica e exames médicos)..
Me interessei pelo convite, fiz todos os testes/exames e fui aprovada.
Voltei a trabalhar para a Prodesp, no começo de 1.986, agora já em Taboão da Serra, com o cargo de Programadora Senior.
Tive neste meu segundo período a matrícula RE nº. 10.119-9.
Como Programadora Senior e trabalhando exclusivamente com equipamento IBM de Grande Porte, pois a empresa só tinha equipamentos de grande porte, eu exercicia todas as funções do meu cargo e ainda fui escolhida para ser a encarregada da Área de Programação da minha gerência. Essa função de encarregada, no meu caso, era uma função "oficiosa" ou seja, eu não ganhava nada por isso, mas representava um certo "status profissional". Fui Programadora Senior e encarregada da Área de Programação desde 1.986 até outubro de 1.989, quando pedi minha demissão.
Nesse período haviam avaliações semestrais de todos os funcionários da Prodesp e isso passava a compor o nosso curriculun dentro da empresa. Em todas as avaliações que foram feitas eu recebi sempre a nota A em todos os quesitos. Depois a empresa deixou de fazer estas avaliações semestrais e eu até hoje nem sei por quê ela deixou de fazê-las.
Pedi demissão porque em 1.989 houve uma grande defasagem salarial nessa empresa com relação ao mercado de trabalho, pois, não estavam deixando nossos salários acompanhar a inflação medonha da época e em pouco tempo todos os funcionários da empresa estavam ganhando menos da metade do que era oferecido no mercado de trabalho. Então ocorreu um verdadeiro "bateaux-mouche" de saída de funcionários para o mercado. Eram dezenas de funcionários pedindo demissão diariamente dessa empresa e eu fui uma delas a pedir demissão também. Eu havia comprado um apartamento. As prestações deste eram corrigidas de acôrdo com a inflação e o meu salário não estava sendo.
Fui trabalhar então para o BCN - Banco de Crédito Nacional. Nesta empresa eu tive o cargo de Analista de Sistemas Pleno e trabalhava na Gerência de Automação Bancária, a "menina dos olhos do banco", com comunicação Mainframe-Micros entre Matriz, agências, postos bancários e caixas eletrônicos. Nesta empresa eu passei a ganhar 2,5 vezes o que eu ganhava na Prodesp.
Como a Prodesp perdeu centenas de bons funcionários, ela resolveu então, depois de vários meses, corrigir essa defasagem salarial perante o mercado de trabalho.
Em maio/junho de 1990 ela publicou no Jornal Estadão, caderno de empregos, que estava requisitando vários funcionários para concorrerem à vagas de Analista de Sistemas com salários compatíveis ao mercado.
Eu gostava muito da Prodesp e fiquei sabendo dessa seleção, desse "concurso". Era assim que todas as empresas nacionais, multi nacionais e inclusive as de economia mista recrutavam seus funcionários.
Resolvi concorrer novamente a uma vaga. Concorri com centenas de outros candidatos e fui aprovada e selecionada.
Passei a ser mais uma vez, agora meu 3º e último período, funcionária da Prodesp, com a matrícula RE nº 12.722-0, com o cargo de Analista de Sistemas Junior.
Na empresa em que eu estava trabalhando(BCN) eu já era Analista de Sistemas Pleno, um cargo acima, mas o salário da Prodesp agora estava até superior ao mercado.
Voltei a trabalhar para a Prodesp em 05 de julho de 1990 e ainda muito feliz com esse fato.
Em 1.991 tive um trabalho meu, da área de informática, escolhido entre os 3 melhores trabalhos da empresa para concorrer aos 100 melhores trabalhos do mundo, pela SUCESU. Tive até que virar "Congressista", fazer palestras em um imenso auditório na Bienal da Feira de Informática, no Parque Anhembi.
Eduardo Pontes era o meu gerente, na época, e o nome dos gerentes tinham que ser exibidosr em 1º lugar.
Luis Carlos de Souza Cabral era o programador que me auxiliou no desenvolvimento desse sistema.
Já em 1.991 a Prodesp além de possuir um dos maiores equipamentos de Grande Porte IBM também já possuia diversos micros e computadores de médio porte. Eu trabalhava com equipamento de Grande Porte IBM, desenvolvia sistemas todos estruturados e com as metodologias exigidas pela empresa. Fiz diversos cursos dessas metodologias pela empresa. Desenvolvi diversos sistemas e fiz manutenções em inúmeros outros sistemas de outros analistas. Eu, normalmente, tinha sob os meus cuidados uns 5 ou 6 sistemas ao mesmo tempo.
Em pouco tempo eu fui promovida para Analista de Sistemas Pleno.Oras eu estava trabalhando com Sistemas desenvolvidos para Equipamentos de Grande Porte, oras em sistemas para pequeno porte e oras para equipamento de médio porte e até com sistemas de comunicação micro-mainframe. Além disso fui encarregada de manter áreas de controles(bibliotecas assim chamadas) do Banco de Dados do Equipamento de Grande Porte IBM onde eram salvos todos os programas/sistemas em desenvolvimento de toda a empresa.
Mas, em meados de 1.995 eu resolvi mudar meu endereço residencial e resolvi ir morar fora da capital de São Paulo. Decidi morar em uma pequena chácara em Mairiporã/SP, pois sou muito voltada à Natureza.
Seria impossível naquela época eu morar em Mairiporã e continuar trabalhando em Taboão da Serra. Não existia o Rodoanel. Pedi então minha transferência para trabalhar em alguma Unidade da Prodesp e fui trabalhar na Secretaria da Fazenda de São Paulo, na Av. Rangel Pestana nº 300 - Praça da Sé - Unidade Fazenda.
Na gerência em que eu fui alocada, todos só trabalhavam com equipamento de pequeno porte e já estavam na era do Windows 3.11. Eu desconhecia esse Windows e todas as metodologias, linguagens para trabalhar com o mesmo.
Eu não tinha nenhum gerente físicamente neste local onde eu trabalhava. Nosso gerente ficava alocado em Taboão da Serra. Mas tínhamos um chefe que se reportava à esse nosso gerente. Esse chefe foi um dos melhores chefes que eu tive em toda a minha vida. Super comunicativo, espírito de liderança, bom senso, etc... Seu nome era Walter Constantino e falo o nome dele aqui com todo orgulho de tê-lo tido como chefe
Pouco tempo depois eu já estava familiarizada com essas novas metodologias, linguagens e ferramentas. Trabalhavamos também com emuladores de terminais de grande porte.
Logo que cheguei na Secretaria da Fazenda, pouco tempo depois fui promovida para Analista de Sistemas Senior, isso em 1.995 mesmo.
Mas o destino mudou um pouco as coisas...
Meu gerente que estava alocado em Taboão da Serra resolveu também vir trabalhar e ficar em definitivo na Unidade Fazenda da Prodesp. Este meu gerente tinha um auxiliar seu, tipo sub-gerente, que era de toda a sua confiança. Se tratava de um oriental.
Walter Constantino então foi transferido para uma outra gerência e esse oriental passou a ser o nosso novo chefe ou sub-gerente.
Traumatizante. Esse nosso novo chefe era quase nada comunicativo, falava o essencial, não demonstrava reações algumas. Ele sempre parecia não saber distinguir o "joio, do trigo", expressão meia chula mas que define muita coisa. Péssimos funcionários não eram repreendidos por ele. Excelentes funcionários não eram elogiados por ele. Um grande "chefe" realmente ....
Já o nosso gerente era também uma pessoa muito especial, muito comunicativo, tranquilo e de muito bom senso.(hoje já falecido).
A Secretaria da Fazenda era totalmente dependente da Prodesp de Taboão da Serra para obter todas as suas informações automatizadas, mas ela decidiu se tornar parcialmente independente e criou um Departamento denominado de DTI - Departamento de Tecnologia da Informação. Só "feras" da área de informática da Prodesp eram escolhidos à dedo, para trabalhar nesse departamento. A maioria dos funcionários desse departamento eram os próprios fiscais da Secretaria da Fazenda com conhecimentos profundos de informática.
No DTI, adquiriram o Banco de Dados SQL e todas as suas linguagens, ferramentas e já estavam trabalhando até com Internet.
Na Prodesp - Unidade Fazenda adquiriram o Banco de Dados Oracle e toda a sua tecnologia e ferramentas.
Fui intimada a fazer diversos cursos e aprender também a trabalhar com esta plataforma.
Fui indicada logo a seguir, pelo meu próprio gerente, para ser Lider de Equipe de Analistas. Mas, mais uma vez, "oficiosamente". Líderes de equipes de outras gerências e de outros setores até da nossa mesma gerencia, mas alocados em outros departamentos, eram normalmente Analistas Especialistas, um cargo acima do meu. Havia alguns Analistas Especialistas dentro da empresa que não eram líderes de nenhuma equipe mas haviam ganhado esta promoção de alguma forma. E lá surge a questão de "status profissional" mais uma vez.
Tínhamos metas anuais a cumprir.
Tínhamos um tal de PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados), era um 14º salário, onde a gerência só ganhava este 14º salário se todas as suas metas fossem 100% cumpridas. Esse PLR existiu por apenas 2 anos dentro da Prodesp.
Eu e um outro rapaz de nome Rogério, um excelente profissional, muito inteligente, super responsável, super técnico, éramos Líderes de 2 equipes dentro do nosso setor da nossa gerência e tínhamos 2 grandes metas a cumprir.
A minha meta era desenvolver um Sistema de Controle da Frota de Veículos Oficiais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Ficou definido, pela gerência, que este sistema deveria ser desenvolvido na plataforma Windows.
Na minha equipe haviam 5 analistas além de mim e na equipe do Rogério 5 outros analistas, além dele.
Ambas as equipes eram muito "fraquinhas" técnicamente. Em nossas equipes haviam alguns funcionários problemáticos e os que não eram problemáticos estavam ainda aprendendo, eram juniors com poucos conhecimentos técnicos. Tínhamos que ensiná-los, orientá-los em tudo. Tinhamos que testar tudo o que era por eles desenvolvido.
Tínhamos também que participar de inúmeras reuniões com clientes, com gerente, com equipes de líderes.
Tínhamos que preparar relatórios do andamento de cada meta e apresentá-los a uma equipe definida para o acompanhamento de todas as metas da empresa.
Na maioria das vezes, tanto eu como esse meu outro amigo lider, tínhamos que refazer muita coisa que outros elementos da equipe haviam feito. Muitos outros funcionários do setor não pertenciam à nenhuma das duas equipes, aliás, não pertenciam à equipe alguma.
Eu e esse meu amigo, acabamos por trabalhar como "burros de carga". Quando do final desses 2 anos, eu e ele trabalhávamos em quase todos os finais de semana (sábados e domingos) para conseguir cumprir 100% de nossas metas.
Durante esses 2 anos, conseguimos concluir 100% das nossas metas e todos funcionários do nosso setor foram "premiados" com um 14º salário. Muitos sequer conheciam o título de tais metas.
O tempo foi passando, não tínhamos mais direito à esse PLR mas tínhamos novas metas e novos sistemas a serem desenvolvidos e implantados.
Eu e esse meu amigo passamos a trabalhar juntos num mesmo projeto com os demais elementos das nossas equipes. Era um projeto grande, denominado de Sistema de Informações Gerencias da Execução Orçamentária e Financeira do Governo do Estado de São Paulo - SIGEO. Ficou também decidido pela gerência que este sistema também seria desenvolvido na plataforma Windows. SIGEO foi desenvolvido através das ferramentas Visual Basic, Crystal Reporter e Banco de Dados Access. As informações para esse sistema eram carregadas, diáriamente, através de transferência de dados do equipamento de Grande Porte IBM da Prodesp de Taboão da Serra e, com esses dados, é que obtínhamos todas as informações necessárias para o funcionamento do mesmo. Com esse sistema e nesta plataforma é que conseguíamos emitir o livro com todo o Balancete Anual Oficial contendo informações Orçamentárias e Financeiras de todo o Governo do Estado de São Paulo. Além desse Balancete, inúmeros outros relatórios gerenciais.
A dificuldade era grande para trabalhar com um sistema desse porte nesta plataforma e eu ainda cuidava e consolidava mensalmente todo o Sistema de Frota de Veículos onde eu tinha que receber e enviar todas as informações de todas as Secretarias da Fazenda do Estado de São Paulo, através de disquetes. Era uma verdadeira "loucura" a trabalheira toda para que tudo desse certo no final de cada mês.
Ficou decidido então, pela gerência, que o sistema SIGEO deveria ser migrado para a Plataforma Oracle. Até uma equipe de Consultores da própria Oracle foi alocada para nos auxiliar/ensinar/coordenar-nos nessa migração e então o antigo SIGEO foi desativado.
Logo a seguir eu tive que ser submetida a uma grande cirurgia, cirurgia esta que eu a protelei por vários anos, uma histeréctomia. Voltei a trabalhar 2 meses depois, um de licença médica e outro de férias.
No mesmo dia do meu retôrno, o meu chefe oriental me comunicou que o nosso gerente havia sido promovido para Superintendente e um outro gerente ocuparia o cargo de gerente. Me comunicou também que eu seria alocada no DTI, aquele Departamento de Tecnologia da Informação da Secretaria da Fazenda para o desenvolvimento de um sistema na plataforma Internet.Eu nem acreditei no que eu estava ouvindo. Eu nem sequer escutei um "tudo correu bem na sua cirurgia"?
E lá fui eu, para uma nova plataforma de trabalho, equipe nova, ambiente novo de trabalho.
De um momento para o outro eu passei a ter 2 gerentes, 1 superintendente e 1 diretor.(1 gerente e 1 superintendente oficiais da Prodesp onde eu era funcionária e 1 gerente e 1 diretor da Secretaria da Fazenda onde eu passei a ser alocada).
Era o Sistema de Controle de Frota de Veículos Oficiais que deveria ser desenvolvido agora para a Plataforma Internet, Banco de Dados SQL pois o sistema iria crescer e muito. Outras Secretarias do Governo do Estado estavam interessadas nele, inclusive o próprio Palácio do Governo.
Neste sistema agora só trabalhavam 2 pessoas: eu e um fiscal da Secretaria da Fazenda. Quem me ensinou tudo nesta nova plataforma foi esse fiscal. Não havia tempo para se ficar fazendo cursos. Aprender seria na prática mesmo e tínhamos um praso muito curto para o início da implantação.
Poucos meses depois esse sistema já estava parcialmente implantado na Secretaria da Fazenda.
Um ano e pouco depois, já estava todo implantado na Secretaria da Fazenda, no Palácio do Governo, na Secretaria do Bem Estar Social e víviamos apresentando constantemente todo o sistema para diversas outras Secretarias do Estado de São Paulo. O Sistema estava indo à todo vapor e com muitos elogios.
Nesse interim o meu superintendente da Prodesp se aposentou e foi embora da empresa e um outro superintendente chegou, de fora, como indicado, para substituí-lo. O cidadão que ocupava o cargo de gerente também saiu da gerência e então aquele oriental, nosso chefe oficial, passou a ocupar o cargo de gerente.
Meu gerente do DTI, meu Diretor do DTI e o Fiscal que trabalhava comigo, todos, sem exceção, gostavam muito de mim e admiravam o meu trabalho. A recíproca era verdadeira.
No começo de abril de 2005 eu e este fiscal fizemos uma apresentação desse nosso sistema de Frota de Veículos para a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Recebemos poucos dias depois um e-mail nos elogiando e dizendo que tinham total interesse desse sistema também ser implantado em todas as Secretarias de Agricultura do Estado de São Paulo. Este sistema precisaria então ser um pouco remodelado pois a Agricultura possuia muitos outros tipos de veículos em sua frota com tratamentos um pouco diferenciados dos veículos oficiais até então que eram apenas carros. Lá eles tinham tratores, caminhões e muitos outros tipos de veículos, mas eram todos considerados oficiais.
O Diretor do DTI vibrou de entusiasmo. Já estava até me dizendo que eu teria que viajar muito para Campinas... Que eu não deveria me preocupar pois tudo seria pago pela Secretaria da Fazenda: Transporte, Hotel se necessário, etc... Todos estávamos muito felizes.
Foi enviado uma cópia deste e-mail, nos elogiando, para a minha gerência/superintendência oficial da Prodesp.
E eu, desde 1.995 até 2.005, dez anos já haviam se passado da minha última promoção profissional, não recebi mais nenhum incentivo, nenhuma motivação por parte da Prodesp. E eu estava anciosa aguardando ser promovida para Analista Especialista, praticamente o tôpo da minha carreira.
E, no dia 14 de abril de 2005, eu fui chamada para aquela tal reunião "surpresa", para ser demitida, juntamente com outros quase 200 funcionários da empresa.
Eu não consegui falar um "A" nessa reunião pois me deu um "nó na garganta". Ninguém falou praticamente nada.
Voltei para o DTI e contei-lhes o ocorrido. Ninguém do DTI acreditou. Nem eu estava acreditando no que havia acabado de acontecer e é por isso toda essa minha revolta e indignação.
Por esta indignação e por muito mais coisas ocorridas devido à esta minha demissão imotivada e de muitos outros funcionários também, foi que eu decidi criar este meu blog. Para que isto fique registrado. Para que alguém um dia, saiba de todos os detalhes sobre a desumanidade e a traição da Prodesp.
Observação importante: Não tenho nada contra os orientais, muito pelo contrário. Tive diversos outros chefes orientais tanto na Prodesp de Taboão da Serra como em uma outra empresa e também sempre tive amizade com vários orientais e sempre me entendi muito bem com todos eles.
Na Conti-Óleos, tive inclusive, um chefe e um gerente, ambos orientais.. Graças à este meu chefe oriental que tenho muito orgulho de citar o nome dele aqui, Shigheto Hara, é a quem devo todo o meu aprendizado aperfeiçoado, todas as orientações de responsabilidades técnicas e ética profissional na área de desenvolvimento de sistemas.
***





Marlene, muito bonita sua carreira, gostei de ler este "post". Também sou analista de sistemas, e da época dos mainframes, inclusive dos cartões perfurados de 80 e 96 colunas (IBM). Assim entendo toda esta sua odisséia no mundo da informática, eu não sei se daqui para frente iremos ter depoimentos bonitos como o seu, visto que o imediatismo esta reinando nas novas gerações de trabalho. Abraços fica com Deus, Hermes Machado.
ResponderExcluirObrigada por seus elogios e por ter lido o meu blog. Gostei de saber que és da área de informática também pois assim me compreendes melhor. Abraços e fica com Deus também Hermes.
ResponderExcluirGostei de ler, e parabéns pela carreira!
ResponderExcluirOlá Marlene, navegando na internet, deparei com esse seu post, que se me permite dizer, excelente matéria, pois bem, trabalhei na Prodesp de 81 a 88 na UFB, unidade clínicas, comecei como aux, de operações e sai como operador senior, pois fui "barrado" para a vaga de programador jr, já que disputava vaga direta com uma "afilhada" da gerência, fatos estes que ocorriam com frequência, mas hoje sou analista de sistemas sênior, ocupando a diretoria de TI de uma empresa do segmento de logística, mas tenho muitas saudades da época da PRodesp, fiz muitos bons amigos e onde conheci minha esposa que estou a 28 anos, sabemos que nesses anos dourados da tecnologia, vivemos as melhores experiÊncias de nossas vidas.
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirRealmente estava pensando em prestar concurso para a PRODESP, mas depois do que li percebi que não é o que estou esperando de um emprego público.
Achava que fosse enconbrar menos stress e estabilidade, mas pelo que você contou há muita pressão, stress e nenhuma estabilidade, além dos salários estarem incompatíveis com o mercado de trabalho. Acho que não vale a pena
É lamentável que a Prodesp está piorando a cada dia, deveria até se chamar Lavanderia Podresp. A cada dia os funcionários são surpreendidos com mudanças para pior. Os melhores cargos estão nas mãos dos comissionados/indicados políticos, o plano de carreira não é aprovado de jeito nenhum, afinal nenhum queridinho do PSDB quer perder a mamata. O plano de saúde que era ótimo virou um Amil, o restaurante que era ótimo ficou meia boca, o clube com a piscina fechou, uma das quadras virou usina de energia e o vale refeição Sodexo, que era bom, virou uma porcaria de Valecard que não é aceito em quase lugar nenhum. Sem contar que o dono da Valecard é sócio do Carlinhos Cachoeira, basta uma simples pesquisa no Google ou no reclameaqui. A Prodesp está funcionando como uma mega lavanderia do PSDB, basta ver o lucro que a empresa teve em 2012 e ninguém sabe explicar ao certo para onde foi o dinheiro.
ResponderExcluirTem todo um lado "social" da empresa, para tentar disfarçar o dinheiro que está indo ralo abaixo. Pode ver que eles nem fazem propaganda na TV, pois quanto menos chamar a atenção melhor.
É incrível como o governo tenta esconder as informações e ainda dar uma de vítima, basta ver os casos recentes de CPTM/Metro onde a SIEMENS botou a boca no trombone. Ninguém nunca sabe de nada, nem o Lula, nem o Geraldo, nem o Hadad.
No dia 1 de setembro/2013, o CRE Prodesp, eleito e empossado em junho de 2010, retomará suas atividades regulares, para exercício do mandato de 12 meses. O CRE Prodesp só retomará as suas atividades por causa do processo do SindPD. É uma vergonha as coisas só funcionarem por via judicial na Prodesp. A empresa realmente pensa que está acima da lei e toda hora leva um processo novo nas costas, cedo ou tarde acaba perdendo judicialmente porque a verdade sempre fala mais alto. Até o dissídio não é pago como manda a lei e depois eles são obrigados a pagar retroativo e com multa, só que prejudicam os funcionários pois como o valor entra de uma vez, enquadra os funcionários em uma alíquota de imposto maior, o que é ilegal já que o atraso é por culpa da morosidade da Prodesp. Está ficando feita a situação.
ResponderExcluirMarlene, parabéns pelo nosso dia:
ResponderExcluir19 de outubro - Dia do Profissional de TI.